quarta-feira, 15 de setembro de 2010

            Prezados internautas,

            Nesse ano de eleições, onde vejo florescer e efervescer as paixões pelos piores crápulas que a politicagem desse país já produziu, verifico que certos eleitores não conhecem nada do passado e presente político do Brasil, outros são sectários fervorosos de determinados candidatos porque recebem para isso, ou porque já alienaram suas consciências em troca de míseros favores, outros veneram seu candidato como se fosse o messias salvador, um deus redentor que veio para salvar o Estado ou o País em razão do falso carisma que cria mentiras deslavadas. Esses eleitores com suas diferenças, sejam doutores, sejam carroceiros, sejam letrados sejam iletrados, sejam ricos, sejam pobres, tem, no entanto, algo em comum: são todos analfabetos políticos.

            E o que é um analfabeto político?

            A resposta nos dá um homem que viveu entre 1858 e 1956, o poeta e dramaturgo alemão Bertold Brecht, inconformado com a situação de seu país que em sua época era parecida com a nossa atual situação:

            Não seja um analfabeto político.

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,

o preço do feijão, do peixe, da farinha,

do aluguel, do sapato e do remédio

dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro

que se orgulha e estufa o peito

dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política

nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante

e o pior de todos os bandidos,

que é o político vigarista, pilantra,

o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


            
         Bertold Brecth

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