quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Apesar das constantes críticas que sofre a Justiça Estadual, incluindo-se aqui o Ministério Público, em verdade os saldos são bastante positivos. Às vésperas do recesso natalino que começou no dia 20 e se estenderá até o dia 05 de janeiro próximo, atendemos, no dia 18, uma senhora em situação de suspeita de câncer em estágio avançado, em razão do visível tumor que apresentava em sua perna. No mesmo dia confeccionamos uma Ação Civil Pública contra o Município, pois a referida senhora não podia arcar com os custos aproximados de quinhentos reais para fazer a tomografia, bem como, tal exame não era bancado pelo SUS nas proximidades, só havendo marcação do mesmo na Santa Casa em Maceió, para o mês de março, o que poderia comprometer seriamente a saúde da mulher que já se curava de um câncer de colo de útero.
No dia seguinte, dia 19 de dezembro, antes do encerramento das atividades, o juiz substituto desta comarca, aceitou nossa ação e deferiu antecipação de tutela de forma liminar, determinando que o município de Joaquim Gomes pagasse imediatamente o exame necessitado pela paciente, ou entregasse diretamente a quantia correspondente para aquela senhora.[1]
A decisão tomada um dia após o ingresso da ação demonstra a preocupação constante daqueles que fazem a justiça com a população jurisdicionada.
Há casos e casos nos fóruns que os abarrotam e torna lenta a prestação jurisdicional, isto é, a efetiva entrega do direito a quem necessita, além de não se contar com números suficientes de juízes e promotores, bem como de defensores públicos, tudo devido aos escassos recursos que são destinados ao aparelho jurisdicional, coisas típicas de países de terceiro mundo como o nosso.
Muito ainda há que se fazer. Vários processos a serem julgados. Por parte do Ministério Público, vários Inquéritos Civis ainda esperam por uma definição, alguns já estão em fase de preparação das respectivas ações civis, os quais se transformarão em processos que certamente se arrastarão por anos nos trâmites judiciais. Denúncias outras a serem apuradas, tudo com o mínimo de estrutura e apoio, para não dizer, sem estes.
Não obstante, contamos com o elemento humano, que refoge às típicas estruturas burocráticas e demonstra preocupação e zelo com o trabalho que desenvolve, sempre firme no permanente interesse de entregar a adequada prestação jurídica.
Enfrentaremos as mesmas dificuldades em 2014, contudo, continuaremos com a mesma perseverança, afinco e dedicação ao ofício que nos é dado, o de servir a democracia, intervindo sempre onde houver violações de direitos.





[1] Vide em http://goo.gl/wJ0kX1 o teor da decisão.

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